domingo, 5 de janeiro de 2014

Gostar de Rock pode influenciar positivamente numa entrevista de emprego?

 Gostar de rock começa a pesar na avaliação profissional

Marcelo Moreira


Por mais preconceituoso que seja, não dá para fugir: a forma como a pessoa fala, se veste, age, trabalha, dirige e muitas coisas mais dizem muito sobre o indivíduo. Dá para julgar cada um por esse tipo de coisa? Cada um avalie da forma como achar melhor.
Da mesma forma, os hábitos culturais – os livros que lê, a música que ouve, os eventos frequenta – também dizem bastante sobre as pessoas. Existe a chance de se errar por completo, mas faz parte do jogo.
Dois fatos importantes, apesar de corriqueiros, mostram que os apreciadores de rock podem ter esperança de dias melhores, apesar dos casos recorrentes de preconceito explícito e perseguição por conta do gosto pessoal em pleno século XXI – algumas dessas excrescências têm sido narradas aqui em textos no Combate Rock.
No começo de agosto um gerente de uma grande multinacional instalada no ABC (Grande São Paulo) penava para contratar um estagiário para a área de contabilidade e administração. Analisou diversos currículos e entrevistou 24 jovens ainda na faculdade ou egressos de cursos técnicos.
Conversou com todo o tipo de gente, do mais certinho ao mais despojado, do mais conservador à mais desinibida e modernosa. Preconceitos à parte, procurou focar apenas a questão técnica e os conhecimentos exigidos.
Alguns candidatos até possuíam a maioria dos requisitos exigidos, mas acabaram desclassificados em um quesito fundamental para o gerente: informação geral, que inclui hábitos culturais.
O escolhido foi um rapaz de 20 anos, o penúltimo a ser escolhido. Bem vestido, mas de forma casual, usando rabo de cavalo, mostrou segurança e certa descontração, além de bom vocabulário e de se expressar de forma razoável, bem acima da média.
Durante as perguntas, o gestor observou que o garoto segurava um livro e carregava um iPod. O livro era a biografia de Eric Clapton. Após a quinta pergunta, direcionou a conversa para conhecimentos gerais e percebeu que o rapaz lia jornais e se interessava pelo noticiário.
“Você gosta de rock?”, perguntou o gerente. “Sim, e de jazz também”, respondeu o garoto. O entrevistador não se conteve e indagou se o rapaz se importava de mostrar o que o iPod continha. E viu um gosto eclético dentro do próprio rock: havia muita coisa de Black Sabbath, Deep Purple, AC/DC, mas também de Miles Davis e big bands.
“Não aprecio rock, não suporto o que minhas filhas ouvem, mesmo seja Rolling Stones, meu negócio é Mozart, Bach e música erudita. Mas uma coisa eu aprendi nas empresas em que passei e nos processos seletivos que coordenei: quem gosta de rock geralmente é um profissional mais antenado, que costuma ler mais do que a média porque se interessa pelos artistas do estilo. Geralmente são mais bem informados sobre o que acontece no mundo e respondem bem no trabalho quando são contratados. Nunca me arrependi ao levar em consideração também esse critério”, diz o gerente.

Eric Clapton ajudou um candidato a estágio a conseguir a vaga em uma empresa do ABC
O resultado é que o garoto foi contratado após 15 minutos de conversa, enquanto cada entrevista com os outros candidatos durava 40 minutos. “Não tive dúvida alguma ao contratá-lo. E o mais interessante disso: percebo que essa é uma tendência em parte do mercado há pelo menos três anos, pois converso muito com amigos de outras empresas e esse tipo de critério está bastante disseminado. Quem gosta de rock é ao menos diferenciado”, finalizou o gestor.
Já em uma escola particular da zona oeste de São Paulo, do tipo mais alternativo e liberal, o trabalho de conclusão do ensino médio era uma espécie de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) das faculdades. A diferença é que, para não ter essa carga de responsabilidade, foi criado uma espécie de concurso para premiar algumas categorias de trabalhos – profundidade do tema, ousadia, importância social e mais alguns critérios.
O vencedor geral foi o de uma menina esperta de 17 anos, filha de um jornalista pouco chegado ao rock, mas com bom gosto para ouvir jazz e blues. O trabalho tentava traduzir para a garotada a importância dos Beatles para a música popular do século XX.
Para isso realizou uma ampla pesquisa sobre as origens do blues, do jazz, da country music norte-americana e traçou um panorama completo da evolução do rock desde os primórdios até os megashows de Rush, AC/DC, U2 e Metallica. Seu trabalho contou ainda com a defesa de uma tese em frente a uma banca de professores.
O resultado é que, além do prêmio principal – placa de prata e uma quantia em dinheiro em forma de vale para ser gasto em uma livraria –, acabou sendo agraciada com a proposta de transformar seu trabalho em um pequeno livro, bancado pela escola. Detalhe: a reivindicação partiu dos colegas da menina, que ficaram fascinados com a história do rock – poucos deles eram íntimos do gênero, pelo que o pai da menina me contou.

Os Beatles foram o ponto de partida para uma aluna de um colégio paulistano para traçar um panorama extenso e completo sobre a história do rock; o trabalho ganhou prêmio e vai se transformar em livro
Seria um flagrante exagero afirmar que gostar de rock facilita a obtenção de emprego ou estágio – ou que quem gosta de rock é muito melhor aluno do que os outros nas escolas. Mas o simples fato de haver reconhecimento de que apreciar rock frequentemente leva a uma situação diferenciada já é um alento diante dos seguidos casos de intolerância e preconceito.
Gostar de rock não torna ninguém melhor ou pior, mais ou menos competente, mais ou menos inteligente. Mas os casos acima mostram que o roqueiro pode se beneficiar de situações em que é possível se mostrar diferenciado, mostrando uma cultura geral acima da média e mais versatilidade no campo profissional. E o que é melhor, isso começa a ser reconhecido por um parte do mercado.
Bom gosto não se discute: adquire-se.


Fonte: blogs.estadao.com.br

GIBSON.COM eleje as 50 melhores músicas de Heavy Metal de todos os tempos.

E aí, você já ouviu todas as músicas aqui listadas? Concorda com a lista? Alguma faixa que na sua opinião não poderia ter ficado de fora, ou foi incluída injustamente?
Deixe sua opinião!

Segue a lista:

01. "Master of Puppets" - Metallica
02. "Ace of Spades" - Motörhead
03. "Crazy Train" - Ozzy Osbourne
04. "Iron Man" - Black Sabbath
05. "The Number of the Beast" - Iron Maiden
06. "War Pigs" - Black Sabbath
07. "Paranoid" - Black Sabbath
08. "One" - Metallica
09. "Hallowed Be Thy Name" - Iron Maiden
10. "Breaking the Law" - Judas Priest
11. "Children of the Grave" - Black Sabbath
12. "Welcome to the Jungle" - Guns N' Roses
13. "Black Sabbath" - Black Sabbath
14. "Hells Bells" - AC/DC
15. "The Trooper" - Iron Maiden
16. "Painkiller" - Judas Priest
17. "Stargazer" - Rainbow
18. "Enter Sandman" - Metallica
19. "Back in Black" - AC/DC
20. "Runnin' with the Devil" - Van Halen
21. "The Hellion/Electric Eye" - Judas Priest
22. "Run to the Hills" - Iron Maiden
23. "Let it Go" - Def Leppard
24. "Epic" - Faith No More
25. "Hangar 18" - Megadeth
26. "Rime of the Ancient Mariner" - Iron Maiden
27. "You've Got Another Thing Comin'" - Judas Priest
28. "Fear of the Dark" - Iron Maiden
29. "Raining Blood" - Slayer
30. "Walk" - Pantera
31. "Holy Diver" - Dio
32. "Highway to Hell" - AC/DC
33. "Heaven and Hell" - Black Sabbath
34. "Bulls on Parade" - Rage Against the Machine
35. "Fade to Black" - Metallica
36. "Angel of Death" - Slayer
37. "Peace Sells" - Megadeth
38. "Freak on a Leash" - Korn
39. "Them Bones" - Alice in Chains
40. "Cemetery Gates" - Pantera
41. "Detroit Rock City" - Kiss
42. "Devil's Child" - Judas Priest
43. "Run with the Wolf" - Rainbow
44. "Would?" - Alice in Chains
45. "We're Not Gonna Take It" - Twisted Sister
46. "Hell Bent for Leather" - Judas Priest
47. "Beyond the Realms of Death" - Judas Priest
48. "Bomber" - Motörhead
49. "Unchained" - Van Halen
50. "10,000 Days (Wings, Part II)" - Tool

Fonte: whiplash.net (Gibson.com) 


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Separar é preciso.... músicos cristãos, que NÃO interroperam seus trabalhos após converterem-se.

Nestes últimos dias, circulou uma notícia na imprensa rockeira mundial, que o ex-baterista do grupo americano Morbid Angel, o Salvadorenho Pete Sandoval, que já estava afastado do grupo desde 2010, não retornaria ao grupo pois o mesmo teria "encontrado Jesus". Estas foram as palavras do próprio vocalista e baixista David Vincent, quando questionado a respeito de Pete.

(A notícia pode ser lida neste link: http://whiplash.net/materias/news_820/193745-morbidangel.html#.UqaHPSdKVz0)

Não raro, vemos outros exemplos semelhantes. Outros casos semelhantes: O vocalista norueguês Roy Khan, da banda Kamelot, que também abandonou o grupo e sua carreira para se dedicar ao cristianismo, deixando milhares de fans órfãos ao redor do mundo. O guitarrista Brian Welch da banda Korn também fez a mesma coisa em 2005 após converter-se ao Christianismo, mas retornou a mesma neste ano de 2013, tendo inclusive se apresentado no Brasil no festival Monsters of Rock em São Paulo. Não consegui nenhuma informação se Brian permanece cristão, ou como foi que ele conciliou a fé e o trabalho com a banda, que ele deixou em 2005. Mas o foco deste artigo seriam justamente aqueles artistas que souberam separar a sua fé, do seu trabalho na música. Ou seja, mesmo eles tendo se tornado cristãos, eles permaneceram com seus trabalhos originais inalterados.  Alguns inclusive executam músicas com temas contrários a fé que eles carregam, reforçando ainda mais a importância em separar as coisas.


1) Alice Cooper

2) Dave Mustaine (Megadeth)


3) David Ellefson (Megadeth)
(PS: Este inclusive estuda para se tornar um ministro religioso)


4) Nicko McBrain (Iron Maiden)


5) Tom Araya (Slayer)

6) Ralph Santolla (Obituary, Iced Earth, Deicide)


7) James Labrie (Dream Theater)



Após alguma pesquisa eu só consegui encontrar estes. Você sabe de algum outro caso semelhante? Deixe aqui nos comentários. Obrigado por compartilhar este artigo. Não deixe de conferir os outros que já foram publicados aqui no meu blog.

Abraços metálicos,


Filipe Duarte

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Champignon: O Dave Grohl Brasileiro... (só que não!)




Impossível não falar neste assunto.
Estamos passando por um ano definitivamente muito difícil, para o Rock Brasileiro. Como se não bastasse o mesmo, já ser preterido da grande audiência, assistimos a um prêmio Multishow patético, onde "artistas" como Naldo e Anita dominam as paradas, e são as novas "revelações" da música brasileira, influenciando milhares de adolescentes e jovens Brasil afora.. sendo estes, convencidos de que os citados "artistas" são o que há de melhor na música brasileira hoje.
Neste cenário, temos em março a fatídica e trágica morte do vocalista, compositor e empresário da banda Charlie Brown Jr., Alexandre Abrão, o Chorão. Uma overdose de cocaína teria matado o vocalista, que deixou uma carreira no topo, mulher, um filho, uma legião de fans desolados, uma pista de Skate em Santos, e um vasto catálogo musical. Tinha apenas 42 anos de idade.
O Baixista do Charlie Brown Jr., o Champignon, então, junta os remanescentes da banda, e monta logo em seguida a banda "A Banca". Menos de um mês após a morte de Chorão, A Banca já estava fazendo shows pelo Brasil. A banda sofreu pesadas críticas por iniciar um trabalho tão prematuro, à morte do vocalista Chorão e consequentemente do próprio CBJr.
Os fãs precisam de tempo para entender e digerir a perda de um artista querido. Mas de todo modo a Banca foi lançada, e lá estava, inclusive com shows já agendados até o final do ano. Champignon, desta vez assumiu  o posto de vocalista, abrindo mão do baixo, seu instrumento, onde sempre se destacou por sua técnica apurada, juntamente com todos os demais músicos da banda, que sempre foram exímios em seus instrumentos, algo pouco comum no Rock Brasileiro, diga-se.
Champignon poderia ter sido o Dave Grohl brasileiro. O rockeiro americano que iniciou sua carreira como baterista da então maior banda do mundo Nirvana, no início dos anos 90, iniciou sua segunda carreira com o  Foo Fighters em 1995. Um ano após o suicídio do vocalista (do Nirvana) Kurt Cobain. Dave queria tocar. O Nirvana ia de mal a pior e ele começou a aproveitar os ensaios do Nirvana que Kurt não aparecia, e ia compondo material novo, sem saber onde iria usar. Somente um ano após a morte de Kurt, Grohl, resolveu lançar o Foo Fighters. Banda esta que já se tornou muito maior que o próprio Nirvana, e já consolidou uma carreira de expressão muito mais significativa , com inúmeros prêmios e números de vendas nas alturas. Grohl conseguiu a façanha de ser um dos poucos músicos no mundo que conseguiu fazer parte da maior banda do mundo por mais de uma vez.
Champignon parecia percorrer esta mesma trilha aqui em solo brasileiro. Repito..parecia. Nunca saberemos se a Banca, iria de fato fazer um trabalho que se destacasse. Bons músicos eles certamente tinham. Tampouco eu também não sei se a banda pretende continuar as atividades, após este segundo baque, que eles levam em tão pouco tempo. Infelizmente, faltou ao Champignon o espírito de liderança. Saber tomar as decisões certas na hora certa. Poderia ele ter permanecido no baixo e chamado outra pessoa para assumir os vocais...? Não sei. É difícil falar, estando de fora.
Mas tenho opiniões formada sobre alguns pontos:

A primeira delas, é que foi um erro a banda "A Banca" iniciar a carreira de forma tão prematura. Acho que um tempo mínimo de uns 6 meses, poderia ter sido muito útil para eles, para inclusive usarem este período para comporem músicas novas, e então poderem apresentar um trabalho novo aos fãs. Mas ao contrário disso a banda, deu a entender que queria começar o mais rápido possível, inclusive parecendo querer aproveitar o "momento" da comoção pela morte do Chorão. (Repetindo, a banda estava fazendo shows, menos de um mês após a morte do vocalista).
O Segundo erro, foi a banda iniciar como uma aparente "continuação" do CBJR. Ora, se a idéia seria fazer um tributo...(inclusive para cumprir uma agenda do próprio CBJR, já marcada antes da morte do Chorão), que chamasse em então de Tributo ao CBJR, ou algo do tipo.
O terceiro erro pega um gancho no segundo: A banca tocando músicas do CBJR, e vendendo shows como "Tributo a Chorão".
Enfim, para mim isto é um péssimo planejamento. Lógico que haviam as famílias envolvidas (dos músicos, técnicos e demais pessoas ligadas a eles), mas só que agora estas mesmas famílias voltam a ficar desamparadas.

Acabou sobrando muito para o Champignon. Conheci muito pouco deste músico, confesso. Pude ver que era um exímio baixista, a ponto de chamar atenção de outros igualmente bons como PJ do Jota Quest, entre outros. A pressão de agora ser o frontman, ser o homem das entrevistas, o mais requisitado, e ainda ter que lidar com a ala radical dos antigos fãs do CBJR, que o acusavam de "mercenário", e de querer tomar o lugar do antigo vocalista. Isto, pelo menos foi o que foi divulgado até agora. Outras coisas certamente rolaram, as quais talvez nunca saberemos. Champignon, não aguentou. Poderia ter sido o Dave Grohl brasileiro. Poderia quem sabe, se cercar de coisas boas, pensamentos bons, pessoas boas... os demais músicos da banda, que estavam ali contando com ele.
Poderiam ter dado um tempo. Repensado as coisas, refeito planos. Poderiam ter cancelado alguns shows. Melhor perder alguns shows do que uma carreira inteira. A banda poderia ter entrado em estúdio e preparado um bom álbum de Rock com canções inéditas para lançar em 2014. Enquanto isso o álbum inédito do CBJR, seria lançado ainda este ano. Dando tempo para as suas devidas coisas. Enfim, acho que faltou algum planejamento nisso tudo. Mas ao contrário, ele preferiu pegar a sua pistola 380 e disparar contra a própria cabeça, estando sua esposa grávida em casa, e deixando uma filha de outro relacionamento, somando-se então, duas crianças sem um pai.

Voltando ao paralelo com Dave Grohl/Foo Fighters. Grohl esperou pelo menos um ano para lançar a sua nova banda. Composições completamente inéditas, e sem músicas do Nirvana nos shows, para o desespero total dos fãs viúvos. Mas é assim que funciona pessoal. Certas coisas precisam ser definitivamente deixadas para trás, e uma nova vida precisa ser seguida. Se a banda é nova, ela precisa SER nova. Se você monta um trabalho para viver a sombra de outro artista falecido, ou vc oficializa este trabalho como um tributo, ou então vc terá sérios problemas de identidade para o seu trabalho.

Músicos profissionais, na minha opinião, precisam também saber lidar bem com os altos e baixos de uma carreira, principalmente aqueles que alcançam um reconhecimento considerável. O CBJR, se tornou em um dado momento uma das maiores bandas de rock do Brasil. Tinham a melhor estrutura, o melhor equipamento, estavam ganhando dinheiro e fazendo muitos shows. A mídia dando apoio, músicas na rádio, etc. De repente tudo some. E aí? Precisa-se ter humildade para voltar do começo e iniciar tudo de novo. Vinnie Paul do Pantera uma vez disse. "Quando subir na carreira, nunca passe por cima de outras pessoas, pois vc poderá encontrar estas mesmas novamente no seu caminho de descida". Aliás, outro músico que enfrenta até hoje um recomeço com uma nova banda após a morte do irmão e parceiro Dimebag Darrel, ex companheiro de Pantera e Damage Plan.
Eu citaria outra banda brasileira que também precisou dar a volta por cima, que foi o Raimundos. Após a saída do vocalista Rodolfo Abrantes, que se tornou evangélico fanático, a banda retomou a estaca zero, mas nunca desistiram. Hoje estão de volta ao cenário, fazendo shows e lançando trabalhos novos. Ninguém precisou meter uma bala na cabeça, neste caso. 

Tudo isto é lamentável. Seja no Rock, no Metal, a regra é a mesma. Precisamos ter muita raça, e tirar forças de nós mesmos, e do som que fazemos para atingirmos os nossos objetivos.
Acreditar no seu trabalho sempre. Mas nunca colocar o seu trabalho na frente de você mesmo. Em primeiro lugar, vem o músico. Em segundo vem a música. (Dave Grohl).

Que Chorão e Champignon descansem em paz e quem sabe, façam um som lá do outro lado, onde quer que estejam, se é que estão em algum lugar. Ambos de certa forma fizeram as escolhas que culminaram neste resultado. Poderiam ter lutado mais, poderiam ter se resguardado, procurado ajuda especializada. Que tirassem um ano de férias, talvez em um lugar distante... (como George Harrison fez na Índia...) para refletir a respeito de si mesmos, e de suas carreiras. Mas infelizmente optaram pelo pior caminho. Lamentável e triste!
Fica então o legado que eles deixaram.

Não sei, mas espero que os músicos restantes da A Banca, Bruno Gravetto,  Marcão e os demais, busquem forças de fato. Desejo a eles a maior força do mundo! Adoraria mesmo, se eu pudesse, bater um papo com eles agora, e tentar ajudar de alguma forma. Sinceramente espero que eles continuem, seja com este nome ou com qualquer outro. Desejo tudo de melhor para eles.

 Rock is Forever! 


Abs,
FD





sexta-feira, 21 de junho de 2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

DEZ BANDAS AUTORAIS DE HEAVY METAL DE BELO HORIZONTE QUE VOCÊ PRECISA CONHECER!

Salve nação headbanguer!
Esta semana estive pensando num "TOP TEN" das bandas, da minha cidade que eu recomendaria para quem ainda não se ligou muito na prata da casa, ou mesmo a galera de outras regiões, que talvez ainda não conheçam algumas das bandas da nova safra do Heavy Metal mineiro. Mais especificamente de BH e região. E sim, foi muito difícil fazer esta lista. Não tem jeito, sempre haverão bandas que ficarão de fora. Portanto, quero deixar claro que esta minha lista não é nem de longe a dona da verdade, nem tampouco eu acho que você deva conhecer somente estas bandas aqui citadas. Eu poderia facilmente fazer uma lista com 30 ótimas bandas em atividade aqui de BH, mas vamos ficar nestas 10 por enquanto. Também quero deixar claro que não tive nenhuma intenção de incluir aqui bandas, por simples questão de amizade. As bandas que aqui estão, estão por puro e simples merecimento, na minha opinião. São bandas, que já provaram para mim, que fazem um trabalho de qualidade, e buscam se profissionalizar a cada dia. A maioria aqui é da nova geração (Bandas surgidas depois de 2000). Se a sua banda não foi citada aqui, isso não signifique que eu não goste das sua banda, ou que eu não considero ela boa, ou qq coisa, ok? Rs. Outra coisa, a lista não é crescente e nem decrescente...as 10 bandas são citadas de forma aleatória e todas, sem exceção fazem um trabalho AUTORAL. Esta condição foi pensada desde o início. Até onde me consta, todas as bandas aqui citadas ainda estão em atividade. Citei apenas uma veterana, que eu realmente gosto muito. Coloquei links de cada banda para que o leitor possa conhecer melhor o trabalho delas.  Bom, enfim...vamos lá né...

1)  NOTURNA

Já acompanho o trabalho do pessoal do Noturna a um tempo. Conheci a banda acho que por volta de 2004. Eles tiveram uma boa exposição na mídia metálica brasileira nesta época..entre 2004 e 2006 eu acho. Foi também naqueles tempos que eles lançaram o Debut: DIABLERIE, que se eu não me engano, foi lançado pela Hellion na época, e teve produção do renomado Cláudio David (Overdose, Elektra). Apesar de algumas pessoas torcerem o nariz para a sonoridade do álbum, o mesmo contou com músicas de altíssimo nível, dentro da proposta da banda que era e ainda é fazer um Gothic Metal, na linha de bandas como Theater of Tragedy, Therion, entre outras, privilegiando as melodias e o belo vocal da Vivian Bueno. A banda mudou muito de formação de lá pra cá, restando apenas o baterista Rafael Almeida e a própria Vivian como membros originais. Eles lançaram um segundo álbum a menos tempo, que teve distribuição somente digital, e atualmente eles tem feito poucos shows. Torço para que o Noturna ainda dê muito o que falar na cena mineira e nacional.  Segue aqui a faixa título do álbum Diablerie, uma das minhas favoritas. A letra também é muito bem feita, sendo totalmente dentro do clima da música. "Shadows of temptations are here to feel the emptiness that holliness left behind. Sucumb to save your soul from pain. Darkness could take you higher". (As sombras da tentação estão aqui para sentir o vazio que a santidade deixou para trás. Sucumba ao tentar salvar a sua alma da dor. A escuridão pode te levar para o alto". (Trad livre). 

                                   


www.facebook.com/noturnaband
www.reverbnation.com/noturna




2)  HAMMURABI

Conheci esta banda mais de perto, acho que por volta de 2009, ou algo assim. Vi os caras ao vivo num evento da Cogumelo no extinto Lapa Multshow em 2010 e realmente não pude deixar de me impressionar com a força dos caras ao vivo. Definitivamente uma banda que vale a pena ser vista com mais cuidado. Os caras realmente sabem o que fazem e não economizam na barulhada. As músicas são altamente técnicas e os caras realmente tiram bons timbres. Altamente recomendado. Segue o clip para a faixa "Blessed by Hate"



www.facebook.com/hammurabiBrasil
www.reverbnation.com/hammurabibrasil




3) NOSTOI

Esta banda conta com a minha grande amiga Nienna nos vocais. Como já fomos colegas de banda no Vorticis, então ficou fácil de eu conhecer o Nostoi. A banda já existe a alguns anos também, e lançou em 2012 o primeiro CD intitulado Railroads, cuja prensagem foi financiada através de um crowndfunding encabeçado pela própria banda. O que me chama a atenção no NOSTOI é que os caras transmitem uma paixão sincera pelo que estão fazendo. Vejo músicas realmente muito boas, como por exemplo a faixa Trademark Destruction que eu gostei muito, que traz uma letra diferente de tudo que eu já vi em bandas de metal de um modo geral. Outro ponto positivo pro Nostoi na minha opinião é o fato da banda não se prender a um rótulo, fazendo puro e simplesmente Heavy Metal, abraçando influências diversas, deixando som com uma cara mais própria. Segue aí o vídeo oficial da galera tocando um clássico do Overdose. Infelizmente o melhor vídeo disponível que achei deles foi de um cover, mas mesmo assim dá para ver o potencial da banda. Não deixem de ouvir o Cd Railroads.



www.facebook.com/nostoimusic
www.reverbnation.com/nostoi



4) DROWNED

Outra banda que acompanho a bastante tempo. Estes caras são realmente batalhadores do Metal aqui em BH. São altamente profissionais, e extremamente fiéis ao trabalho que fazem com a banda. Já colecionam pelo menos 5 álbuns de estúdio, acho que todos lançados pela Cogumelo Records, e também já realizaram uma turné européia a alguns anos. Os caras são velha guarda mesmo. Enquanto boa parte das bandas já deixaram os cabelos compridos para trás (algumas mais novas sequer entraram nesta), os caras se mantém fiéis a velha e boa estética do metal, (com exceção do baterista Beto Loureiro). Segue o vídeo da música Before you try to Kill me, do último álbum de estúdio dos caras:


www.facebook.com/drownedmetal
www.reverbnation.com/drownedmetal


5) SEAWALKER
Sim.. eheheh, eu sei.. vocês vão cair matando em cima de mim agora, por eu citar a minha própria banda, eu até entendo. Mas sim, eu considero o Seawalker uma banda relevante para o cenário mineiro atual. Se eu estivesse escrevendo esta lista a uns dois anos atrás, talvez não seria o caso, mas atualmente não tenho problemas em incluir o meu trabalho aqui. Estamos realmente batalhando para fazer um trabalho de qualidade já desde 2008, e acho que temos conseguido aos poucos esta façanha.
Não vou me delongar muito, prefiro que vocês leitores julguem por vocês mesmos. Caso ainda não conheçam, vejam o nosso vídeo e digam o que acham. Segue para vocês o vídeo oficial da nossa faixa Helladise:


www.facebook.com/seawalkermetalbrasil
www.reverbnation.com/seawalker




6) HELLCOME
Esta aqui é outra velha conhecida. Os caras são chegados, vira e mexe estamos juntos nos botecos, nas festas, etc. Poderoso é pouco para falar do som destes caras. O guitarrista Fábio Debrot consegue um timbre único e muito pesado! As musicas são muito boas, e o quarteto conta atualmente com um dos baixistas que eu mais respeito em BH, que é o Rodrigo Nunes. Enfim... eu chamaria o Hellcome de Pantera de Minas..., devido a forte influência que vejo neles com a lendária banda americana. Vejam por vocês mesmos o som dos caras:


www.reverbnation.com/hellcomeband




7) EMINENCE
 Bom, o que falar do Eminence né? Banda talvez ainda não muito conhecida no Brasil, mas o que poucos sabem por aqui é que os caras detonam lá fora. Na batalha desde 1995, o Eminence já coleciona pelo menos umas 10 turnés européias, além de já terem tocado em alguns países da América do Sul, Estados Unidos, Japão, Australia e Nova Zelândia. Conheci o Eminence em Belo Horizonte, no ano de 1997. Do começo, só ficou o guitarrista Alan Wallace. De cara, já naquela época, em plena década de 90, os caras já mostravam que tinham "algo a mais" para mostrar. Sempre foram muito profissionais, sempre percebi muito claramente a preocupação em tirar os melhores timbres, em ter a melhor aparelhagem possível. A banda investiu pesado, e hoje colhem os frutos. Tive o privilégio de ser "membro da banda por um dia", se é que posso assim dizer. Em 1999, toquei com eles na abertura do show do Sepultura na Serraria Souza Pinto, em BH. Era o primeiro show na cidade com Derrick Green, recém entrado na banda. Foram 15 dias de convivência diária com o Eminence, aprendendo 9 músicas, e com muita prosa em botecos pós ensaios. Estabeleci uma amizade bacana com o guitarrista Alan, que anos depois produziria o álbum do Seawalker, já mencionado acima. Enfim, mas o que interessa aqui é o som dos caras, então se você ainda não conhece o Eminence meu amigo.. só lhe pergunto uma coisa. Em que planeta você viveu nos últimos 10 anos pelo menos? Segue o clip para a faixa: The God of all mistakes:


 www.eminence.com.br




8) DYNASTY OF METAL
Esta aqui eu também incluí meio que na "safadeza", rs. Brincadeira. O  (Sempre conhecido como apenas) Dynasty é uma banda surgida em 1996, e eu estive no posto de baixista entre os anos de 1997 e 2002. (Com um pequeno intervalo em 1999). Gravei a primeira demo tape com os caras em 1997, que foi a minha primeira experiência em estúdio, (E a minha primeira e última gravação ainda no sistema analógico). O Dynasty foi meio que a minha escola no Metal. Estou incluindo a banda nesta lista por motivos básicos. Primeiro de tudo, os caras são bons pra cacete. Sim, meu caro leitor eles são bons. Se você já assistiu algum show dos caras, certamente pode ver o entrosamento deles ao vivo, o peso e a qualidade das composições. A banda possui dois álbuns lançados, e durante muito tempo teve na formação o exímio guitarrista Gustavo Colen, que formava com o outro guitarrista César Martins, uma das melhores duplas de guitarras que eu já conheci por aqui. Gustavo já deixou a banda, mas a qualidade da nova formação permanece. Infelizmente muita gente evita conhecer a banda de forma gratuita, devido ao preconceito pelo fato dos caras sempre terem levado a cabo a ideologia cristã nas letras. Mas os caras fazem metal de qualidade e é isso que importa. Vale mencionar também que os caras fizeram uma extensa turné pela américa do Sul em 2009, cobrindo países como Chile, Perú, Bolívia e Equador. Em 2001, eu ainda estava na banda, cheguei a ir à Argentina com o vocalista Nahor Andrade para uma divulgação. A banda sempre contou com músicos de ponta e merecia sim um reconhecimento maior. Recentemente a banda alterou o nome acrescentando o "of Metal" no mesmo. São 16 anos dedicados ao metal e isso não é para qualquer um. Confiram o clip para a faixa: The Honor:



www.facebook.com/dynastymetal
www.reverbnation.com/dynastyofmetal




9) DINNAMARQUE
Outra banda que eu praticamente vi nascer. Devido a convivência de anos com o baterista Ricardo Linassi, que viria a tocar no Seawalker logo depois, vi nascer o Dinnamarque por volta de 2006 ou 2007. Na época a banda também contava com o guitarrista Regis Vital, que atualmente reside em Uberaba/MG. A banda é encabeçada pelo baixista e vocalista Rafael Dinnamarque. As composições da banda, eu acho que são quase todas de sua autoria. A banda coleciona ótimos shows já a um bom tempo, já tendo feito abertura para vários shows internacionais em BH. Além de terem ganhado a seletiva regional do Wacken Metal Battle em 2009. Só estão devendo o primeiro álbum completo que vem sendo prometido a um tempo, mas que certamente virá no momento certo com a qualidade o Dinnamarque saberá fazer muito bem. Estes aqui também ganham ponto comigo no quesito originalidade, e desprendimento de rótulos. Originalidade realmente parece ser para poucos. A banda ainda conta com o guitarrista Leo Lanny, que foi meu companheiro no Seawalker e hoje me acompanha na Broken Wings. Ou seja..tamo em casa né..  Segue a faixa ao vivo: Angel in black:



www.facebook.com/dinnamarque



10) CHAKAL
Para fechar esta série, acho que uma banda veterana cai bem. Os caras estão na ativa desde 1985! São um dos pilares do metal nacional. Referência para várias bandas estrangeiras. Fizeram parte da saudosa cena mineira da segunda metade dos anos 80 e primeira metade dos 90. Época em que BH era referência nacional em se tratando de Heavy Metal. Tanto que bandas e banguers de São Paulo, Rio e de outros lugares vinham para BH, para curtir os shows, gravar com suas bandas, etc. Apesar de nos últimos anos, andar mais afastado do cenário, o Chakal, como bons mineiros, comem quieto mesmo. O pau pode tá quebrando, mas os caras estão lá no canto deles...ensaiando, compondo, gravando, planejando alguma coisa. É assim que o Chakal funciona. Em 2006 abriram para o Slayer em BH, para um público de quase 5000 pessoas! Vladmir Korg com seu vocal único e letras sombrias, é uma figura mitológica na cena metal de Minas. Parece que ainda em 2013, sai o Cd novo dos caras. Eu não vejo a hora de botar a mão no meu. Curtam aí a o clip para Possessed Landscape:


https://www.facebook.com/chakalbrazil
https://www.reverbnation.com/chakal666








Espero que vocês tenham gostado da minha lista. Comentários? Críticas? Quer descer o pau? Elogios? Acréscimos? Sim, perfeitamente... nós rockeiros adoramos debater estas coisas.., então não perca tempo. Deixe seu comentário aqui embaixo. Se a sua banda ficou de fora desta lista, não significa que eu não goste dela, ok? Mas infelizmente ter banda de metal numa cidade como BH, que é terreno fértil para o metal, infelizmente as vezes dá nisso. Nem sempre dá para incluir todo mundo. Mas haverão outras listas, outros posts... enfim. E repito: Não sou dono da verdade e nem a minha opinião deve ser levada como tal.

Abraços Metálicos,

Filipe Duarte

domingo, 9 de junho de 2013

Minhas 10 músicas "Lado B" preferidas do Metallica

Não sei se já comentei por aqui, mas o Metallica é definitivamente uma das minhas bandas favoritas.
Quando comecei a curtir Heavy Metal, no longínquo ano de 1991, me lembro que mergulhei, de forma meio que simultânea em três lançamentos que ocorreram naquele ano. Os álbuns Illusions do Guns, o Arise do Sepultura e o Black Álbum. Os três me marcaram de tal forma que deixariam impressos para sempre em mim, toda uma nova maneira de ouvir música e lógico...Heavy Metal.

Em se falando exclusivamente de Metallica, sempre me intrigou o fato de algumas músicas parecerem ser um pouco esquecidas, as vezes pelas rádios, ou pelos canais de TV, que veiculam clips, ou mesmo pelos fãs. Enfim, não sei por que isto acontece. Gostaria de colocar alguns dos critérios que utilizei para definir o que EU considero como um lado B do Metallica.

- Faixas que abrem álbuns, eu não considerei.
- Faixas que a muito tempo a banda não executa ao vivo, ou que mesmo nunca executou.
- Faixas que ganharam clips... algumas eu considerei mesmo assim. Temos que lembrar que depois do Black Album, o Metallica simplesmente passou a "fazer o que bem entendesse" da própria carreira.
Então o fato de uma determinada faixa ganhar um clip, não necessariamente faz dela um hit deles, na minha opinião.

De qualquer forma eis aqui os meus 10 lados B´s preferidos do Metallica:

1) THE FRAYED ENDS OF SANITY


Do álbum "...And Justice for All...", esta faixa é simplesmente foda! O final do refrão com os pratos abafados de Lars, são simplesmente de cair o queixo. Desde que ouvi este disco pela primeira vez, esta foi uma das músicas que mais me chamou a atenção.

2) NO LEAF CLOVER

Já vi muita fã compartilhar comigo o quanto gosta desta música. Escrita exclusivamente para este projeto do SM, álbum gravado pelo Metallica juntamente com a Orquestra Simfonica de San Francisco em 1999, ela também acabou sendo "esquecida", e não voltou a a ser executada, a não ser
na época e nos poucos shows que a banda fez com orquestra (Se não me engano uns 4 ou 5 na época, apenas). Até por que não dá para você sair levando uma orquestra por aí por uma turné inteira né... pelo visto nem pro Metallica isto seria possível. Uma ótima faixa..refrão marcante..e a orquestra realmente se encaixa perfeitamente na mesma.

Confiram esta outra versão (rara), da banda executando a faixa em 2011, numa jam com o Apocaliptica.



3) THE THING THAT SHOULD NOT BE



Bom, talvez esta não seja considerada tão lado B por alguns..afinal ela até foi incluída no SM (Álbum que a banda gravou com uma orquestra em 1999), mas não há como negar que ela não teve a mesma atenção que Battery, Masters e outras deste álbum. Uma faixa hipnótica... com uma letra muito bem feita, e interpretação perfeita do Hetfield.

4) THE HOUSE THAT JACK BUILT



Por algum motivo... minha memória resolveu "puxar" esta música..estes dias. Resolvi voltar no tempo e ouvir esta faixa que havia me chamado a atenção a muito tempo atrás. Acabei lembrando que ainda não tinha o LOAD na coleção, e acabei por resolver esta "pendência". Trata-se de uma faixa que trás os elementos do Metallica que conhecemos. Ela tem peso... um andamento cadenciado, e um pouco mais lento do que costumamos ver neles. O refrão é foda... entra com uma nota inesperada, mudando idéia que temos da música inicial. Particularmente gosto da nota que o James usa no segundo refrão, na palavra "body", fazendo um contraponto interessante com o primeiro. Qual não foi o meu espanto quando descobri que (até o momento em que escrevo este post), não há nenhum vídeo no youtube da banda executando esta faixa ao vivo! Ou seja.. esta música teria sido tão lado B assim, que sequer chegou a entrar nos shows... Uma pena, pois é uma grande faixa na minha opinião. Temos que considerar também que este álbum não foi lá tão bem aceito, como todos sabem... então...  Fico imaginando os shows da época.. com o Diamond Stage... e Jason agitando pra caralho, fazendo os backings desta faixa...teria sido muito foda!

5) WHEREVER I MAY ROAM

Tá certo..realmente fiquei na dúvida se incluía esta ou não, mas beleza.. tá aí. Sim, ela chegou a ter um clip, e foi amplamente tocada na turné monstro do Black Album. Mas ela não teve a mesma força da trinca mágica do Black Album, que nunca mais saiu dos shows dos caras. (Sandman, Sad but true e Nothing). E convenhamos...é uma puta música! Ouvir esta música no talo... me transporta para outra dimensão... é algo completamente surreal. A música alterna andamentos cadenciados e lentos de forma perfeita.. e o peso é simplesmente impressionante. Uma das minhas favoritas do Metallica considerando TODA a carreira deles.

6) NO REMORSE


Sempre que ouço o KILL´EM ALL, esta faixa me chama a atenção, por se diferenciar das outras. A quantidade de riffs que os caras jogam na música, fazendo uma costura perfeita entre eles, chega a ser realmente impressionante. Sem contar a parte técnica, que surpreende, se lembrarmos que eram garotos de cerca de 18 anos que executam estas músicas nesta gravação... tocando um estilo praticamente inexistente na região e época em que moravam. (California, 1983).

7) ALL NIGHTMARE LONG


Talvez uma das faixas mais pesadas do Death Magnetic. Os riffs da parte final da música..me lembram muito Slayer. Quem diria né? Uma excelente música, sem dúvidas. Remete aos primeiros álbuns do Metallica com gosto.

8) LOW MAN´S LYRIC




São mais de sete minutos! Uma balada meio esquecida no final do RELOAD. Clima muito depressivo. James com uma interpretação única. Canta como poucas vezes se vê. Vejam, não estou apenas falando de cantar em si..estou enfatizando a maneira como o cara canta aqui aqui. Jason também contribui com backing vocals magníficos aqui. (Aliás, como fazem falta estes backings na fase atual da banda..). Uma faixa introspectiva, que te convida para refletir sobre diversas coisas da nossa vida. Só podia ser Metallica mesmo.

9) THE UNFORGIVEN II



A primeira sequência do clássico do Black Album. The Unforgiven II, assim como a sua primeira parte, alterna momentos lentos, com partes lentas e pesadas. Riffs e melodias na medida, uma letra excelente, interpretação ímpar, refrão grudento..e um final apoteótico. E como não poderia deixar de ser... outro fator já citado em outras faixas que o leitor já deve ter percebido como me agrada..os backing vocals do Jason. Embora em alguns momentos nesta faixa em específico, fica bastante claro que o próprio James deve ter gravado as linhas de backings.. ficando a cargo do Jason fazê-las ao vivo... o que é um procedimento bastante normal em gravações. Das três Unforgivens, a primeira sempre foi a minha favorita, mas sempre gostei desta também, e por este motivo a inclusão aqui nesta lista.

10) MAMMA SAID


E lógico que esta não podia ficar de fora. Quem já me viu tocando, em bares rockeiros, certamente já deve ter ouvido a minha versão para esta música. Esta aqui foi paixão a primeira vista. Enquanto o LOAD era triturado por fãs radicais e xiitas da banda, eu me deliciava com esta música. Confesso que conheço poucas baladas de bandas de Rock e Metal com uma beleza tão singular como esta música. Não tenho problema nenhum em afirmar que considero esta balada tão boa quanto Nothing Else Matters, e acho que o próprio fato desta música ser considerado um Lado B, já é em si uma injustiça.
A letra é a fala de um filho que dialoga com sua mãe, a respeito da educação que esta lhe deu, e da relação dos dois. Não podia ser mais James Heftield, do que isto. Simplesmente perfeita. Uma pena, ela não ser mais executada ao vivo.



Bom, espero que tenham gostado desta minha lista. Sei que muitos podem não concordar, o que eu vejo com total naturalidade.


Abraços Metállicos!

Filipe Duarte